Identificado o ruído ocupacional e, agora, com reduzi-lo?

Sua empresa realiza as medições periódica de ruído dos trabalhadores, atualiza o PGR e o LTCA e identifica quais GHEs estão acima dos limites de exposição. Mas e depois?

Essa é uma situação bastante comum nas indústrias brasileiras.

A empresa contrata ou realiza as dosimetrias, recebe os resultados, identifica os trabalhadores expostos em cada posto de trabalho e faz a atualização nos documentos legais.

Mas existe uma diferença significativa entre conhecer o nível de exposição a agentes nocivos pelos trabalhadores, compreender o que, dentro do processo produtivo, está provocando esse resultado e, principalmente, que medidas precisam ser feitas para reduzir o ruído na fonte.

Pense, por exemplo, em um posto de trabalho específico que tem uma célula industrial que apresenta exposição elevada ao ruído.

A dosimetria medida no trabalhador permite avaliar a exposição ocupacional, considerando as atividades que ele realiza e o tempo em que permanece exposto, por exemplo, em torno de 8 horas no dia.

Mas a dose não esclarece quais componentes da máquina ou etapas do processo que são realizadas por este trabalhador estão contribuindo mais para o ruído. Mais do que isso, das etapas que mais contribuem que mecanismos podem ser implementamos para reduzir o NPS na fonte.

Existem diversas etapas do trabalho que precisam ser investigadas, como o impacto entre peças metálicas, a descarga de ar comprimido, a vibração de determinado componente ou uma combinação de diferentes fontes, o que é muito comum em indústrias pesadas com vários processos simultâneos.

Só que cada uma dessas situações exige simulações diferentes e intervenções técnicas especializadas.  É justamente nesse ponto que é preciso avançar da medição para a engenharia de controle.

Na Predita, desenvolvemos a Biblioteca de Ruído, uma solução para ruído ocupacional que integra tudo isso. Da necessidade de organizar todo o conhecimento acumulado e os diversos sintomas de um mesmo problema em um sistema de gestão de riscos integrado.

O nosso objetivo é oferecer às empresas capacidade para identificar seus riscos críticos, avaliar as barreiras de segurança, reunir evidências, acompanhar eventos e consequências, definir prioridades e enxergar a evolução do risco ao longo do tempo de forma realmente eficaz.

para aprofundar a compreensão do processo produtivo, investigar as fontes geradoras de ruído, simular intervenções e propor as mudanças com maior impacto e menor custo para elidir o ruído na fonte.

Essa abordagem permite analisar e discutir diferentes possibilidades concretas com a engenharia, a manutenção e a produção sempre com foco no resultado ao menor custo e impacto para a operação.

Uma alteração em um sistema pneumático, o tratamento de uma fonte de impacto ou uma intervenção sobre a vibração de um equipamento possuem caminhos tecnicamente distintos para reduzir a emissão de ruído.

Naturalmente, cada solução precisa ser avaliada conforme as características do processo, sua viabilidade e o efeito esperado sobre a exposição dos trabalhadores.

O objetivo não é produzir novas medições. Isso já funciona muito bem.

Mas transformar os resultados que a empresa já possui em decisões técnicas para reduzir efetivamente o ruído.

A questão vai muito além de apenas saber quantos trabalhadores estão expostos ao ruído e atualizar o PGR e LTCAT. É sobre compreender o que podemos modificar no processo produtivo para reduzir o ruído na fonte.

Hoje, na tua empresa, as medições de ruído estão sendo utilizadas apenas para atualizar os documentos de SST ou também para orientar intervenções de engenharia?

 

Perguntas frequentes

O que é a Biblioteca de Ruído da Predita?

A Biblioteca de Ruído é uma solução de engenharia da Predita voltada à identificação das fontes geradoras de ruído nos processos industriais, à análise de alternativas de controle e à verificação dos resultados das intervenções. Seu objetivo é ajudar as empresas a transformar medições de exposição ocupacional em decisões técnicas para reduzir o ruído na origem.

Qual é a diferença entre dosimetria e Biblioteca de Ruído?

A dosimetria avalia a exposição ocupacional do trabalhador ao ruído durante sua jornada. A Biblioteca de Ruído aprofunda a investigação das fontes que contribuem para essa exposição, identificando oportunidades de intervenção em máquinas, equipamentos e processos produtivos.

A Biblioteca de Ruído substitui as medições do PGR e do LTCAT?

Não. A Biblioteca de Ruído complementa as avaliações ocupacionais utilizadas no PGR e no LTCAT. Enquanto essas avaliações permitem caracterizar a exposição dos trabalhadores, a Biblioteca de Ruído apoia a identificação das causas, a definição de medidas de controle e a verificação da eficácia das intervenções.

Como identificar quais máquinas ou processos geram mais ruído?

A identificação exige uma análise técnica das condições de operação, das fontes sonoras e de sua contribuição para a exposição dos trabalhadores. A Biblioteca de Ruído permite aprofundar essa investigação e orientar quais equipamentos, componentes ou etapas do processo devem receber atenção prioritária.

É possível reduzir o ruído sem depender exclusivamente de protetores auriculares?

Sim. Dependendo das características do processo, podem ser avaliadas intervenções em sistemas pneumáticos, fontes de impacto, vibrações, componentes mecânicos e outras condições de geração ou propagação do ruído. As medidas de engenharia buscam reduzir a exposição na origem, complementando as demais medidas de prevenção necessárias.

Como comprovar que uma intervenção realmente reduziu o ruído?

A eficácia deve ser verificada por avaliações técnicas antes e depois da intervenção, considerando condições operacionais comparáveis. Conforme o objetivo, podem ser necessárias medições nas fontes e novas avaliações da exposição ocupacional dos trabalhadores, permitindo documentar os resultados e verificar se o controle foi efetivo.

Para quais empresas a Biblioteca de Ruído é indicada?

A Biblioteca de Ruído é especialmente indicada para indústrias com máquinas e processos que geram exposição ocupacional significativa ao ruído, como operações metalmecânicas, automotivas e de transformação. É útil para empresas que já realizam dosimetrias e precisam avançar da identificação da exposição para intervenções técnicas, priorização de investimentos e redução efetiva dos riscos.

 

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