Gestão de riscos: o que existe por trás dos sinais ocultos

 

A história oculta dos riscos ocupacionais 

 

Em mais de 20 anos de experiência em gestão de riscos, nenhum cliente chegou até nós pedindo um ecossistema de segurança do trabalho.

Eles sempre chegam porque alguma coisa aconteceu.

Normalmente, existe algum sintoma se manifestando que precisa de solução imediata.

 

Os Sintomas

Uma fiscalização do Ministério do Trabalho apontou uma máquina não adequada a NR-12 e exigiu cronograma de adequação.

Uma auditoria externa de um cliente pediu evidências sobre os riscos críticos da operação industrial como pré-requisito para fechar um contrato importante.

Um incidente com uma empilhadeira quase terminou em acidente grave, e o Diretor exigiu investigação e relatório das causas com planos de ação.

As medições de ruído aumentaram ano após ano e ninguém sabia exatamente o que fazer quando elas superaram o limite exigido pela norma, com alto risco de caracterizar GILRAT.

O FAP subiu 56% nos últimos 3 anos e ninguém compreendeu a memória de cálculo com profundidade.

As reclamatórias trabalhistas cresceram 32% nos últimos 2 anos e o jurídico tem tido muita dificuldade de defender a empresa em perícias do trabalho por falta de evidências.

O problema que traz a empresa até nós sempre foi muito concreto e urgente. Por isso, durante muitos anos, nosso trabalho envolveu consultoria para resolver esse tipo de problema. Os sintomas que chegavam até nós.

A Causa-Raiz

Só que a medida que os anos foram passando e fomos investigando cada situação concreta, reunindo dados de milhares de atendimentos e projetos, ao longo de décadas, descobrimos que elas não eram situações isoladas, mas sim uma cadeia de gestão de riscos que oculta a verdadeira causa-raiz. Aquilo que quase ninguém enxerga quando existem muitos sintomas urgentes que requerem “analgésicos” pontuais para tratar a dor mais latente.

Uma máquina inadequada à NR-12 com exigência de cronograma do Ministério Público, normalmente, oculta um parque inteiro de máquinas com APRs defasadas que precisam de uma priorização e a empresa não sabe por onde começar, para encaixar no orçamento anual.

Um acidente raramente termina na investigação do evento e normalmente oculta falhas em barreiras de segurança que foram se somando ao longo do tempo, com planos de ação dispersos que não se conectam com um plano maior do SESMT.

Uma elevação no FAP nos últimos anos esconde eventos que foram tratados de forma dispersa quando existiam riscos críticos que precisavam ser medidos e vulnerabilidades que precisavam ser tratadas e documentadas.

O crescimento no ruído revela aumento no NPS acontecendo silenciosamente, medição a medição, com muitas indústrias ainda confiando no EPI como medida de mitigação (que deixou de ser válida em 2014 por uma decisão do STF e passou a compor a malha fiscal da RFB desde outubro de 2025).

Ao estudar melhor essa cadeia de gestão de riscos ocupacionais oculta, identificamos que por trás de cada sintoma (ou problema) existe uma causa-raiz. Uma pergunta de gestão que ainda não estava sendo feita.

Pelo menos, não da forma certa.

 

A Pergunta Certa

– Ao invés de adequar uma máquina a NR-12 apenas para atender a fiscalização a pergunta de gestão é: Qual é o status do nosso parque de máquinas, como priorizar as adequações dentro do nosso orçamento e como provar o sistema de segurança até a adequação completa?

Ao invés de reunir documentos pontualmente para fechar um contrato importante e atender a uma auditoria de um cliente, a pergunta de gestão é: Quais são realmente os riscos críticos da nossa operação e como mantemos evidencias e rastreabilidade sempre que alguém solicitar?

– Ao invés de investigar um acidente apenas quando ele acontece, a pergunta de gestão é: Qual era o risco crítico por trás, quais barreiras de segurança falharam e como evitamos que um novo acidente aconteça?

– Ao invés de como reduzimos nosso FAP, a pergunta de gestão é: quais são os riscos críticos que estão pressionando o nosso FAP e como revertemos essa trajetória de crescimento do custo?

Percebemos que todas as perguntas apontam para uma direção única: enxergar o sistema de riscos ocupacionais que existe por trás do problema que apareceu.

E não é sobre mais dados, mais documentos ou mais consultorias.

As indústrias sempre tiveram dados e apoio: PGR, LTCAT, APRs, CATs, afastamentos, medições, laudos, FAP, consultoria X, consultoria Y.

 

O Desafio

O desafio é reunir tanta informação que historicamente está distribuída entre diferentes áreas: Segurança do Trabalho, RH, Engenharia, Produção, Jurídico e Financeiro e integrar tudo isso em um sistema de gestão de riscos ocupacionais.

Normalmente, o dia a dia dos times é:

A Segurança atua no acidente que aconteceu, cataloga mais um número no IRA, taxa de frequência e gravidade e parte para a investigação, usando os 5 porquês.

O RH registra o afastamento, a concessão de benefício e o evento no indicador de absenteísmo para atualizar para a reunião semanal com o gestor.

O Financeiro até percebe aumento no custo de folha de pagamento, mas nem se dá conta do custo oculto do FAP (já que ele fica dentro da mesma guia de recolhimento do INSS) e direciona o foco para reduzir os custos mais visíveis em outra área.

A Engenharia e a Produção estão preocupadas com uma máquina apontada pelo MPT e focam em encontrar fornecedores para fazer orçamentos e precificar componentes enquanto planejam como vão parar a operação para fazer as adequações.

O Jurídico analisa as perícias marcadas para a semana e solicita evidências de controles para tentar defender a empresa nas reclamatórias trabalhistas, já preocupado com as perdas que se acumulam no ano.

E assim a rotina cotidiana esconde a verdadeira causa-raiz dos problemas de segurança do trabalho.

Por isso, é tao difícil compreender que acidentes, afastamentos, máquinas inadequadas, falhas de barreiras, crescimento de FAP e reclamatórias trabalhistas, na verdade, estão traduzindo exatamente a mesma jornada sobre a gestão de riscos ocupacionais da empresa.

A Virada de Chave

Essa foi provavelmente a maior mudança de perspectiva que tivemos ao longo da nossa trajetória em segurança do trabalho.

Foi dessa virada de chave que nasceu o Ecossistema PAZ e o motor de riscos que integra tudo isso. Da necessidade de organizar todo o conhecimento acumulado e os diversos sintomas de um mesmo problema em um sistema de gestão de riscos integrado.

O nosso objetivo é oferecer às empresas capacidade para identificar seus riscos críticos, avaliar as barreiras de segurança, reunir evidências, acompanhar eventos e consequências, definir prioridades e enxergar a evolução do risco ao longo do tempo de forma realmente eficaz.

 

See What Matters

Ou como a gente costuma dizer em nosso slogan ajudar as empresas a See What Matters.

É claro que nem todo problema exige a mesma solução. E por isso, um ecossistema de soluções.

Uma máquina inadequada precisa de APR e adequações de engenharia.

Ruído elevado exige investigação específica das fontes e implantação de mudanças de processo.

Riscos Psicossociais exigem uma abordagem voltada aos fatores da organização do trabalho.

Já acidentes, afastamentos e FAP exigem compreender riscos críticos, correlacionar eventos, causas, barreiras e projeções futuras.

O ponto comum entre todos esses temas é a governança do risco. Por isso é tao importante ter um sistema integrado, ao invés de consultorias pontuais para resolver problemas pontuais.

Talvez sua empresa já esteja percebendo os sinais por trás de cada problema.

Uma fiscalização recente que identificou uma máquina inadequada, o mesmo equipamento aonde aconteceu um acidente recente. Um crescimento no FAP  ao mesmo tempo em que crescem também as reclamatórias trabalhistas.

Uma auditoria apontando falta de evidências, no mesmo risco crítico que teve um quase-acidente no mês passado.

Qualquer que seja a origem do sinal o nosso trabalho é entender o que esse sinal está mostrando, qual risco merece atenção primeiro e ajudar você a see what matters.

Nos contate e descubra o que importa.

FALE CONOSCO

Perguntas frequentes

O que é o Motor de Riscos?

O Motor de Riscos é a plataforma de gestão de riscos industriais da Predita. Ele apoia empresas na identificação, priorização, acompanhamento e tratamento de riscos críticos, conectando evidências, planos de ação, eventos, indicadores e impacto financeiro em uma visão integrada para SESMT, lideranças e diretoria.

O Motor de Riscos substitui o PGR?

O Motor de Riscos não substitui o PGR. Ele apoia a gestão, a priorização e o acompanhamento dos riscos identificados nos programas legais da empresa, como PGR/GRO, ajudando a transformar informações técnicas em decisões, evidências, indicadores e planos de ação rastreáveis.

Quais Tipos de Riscos Críticos podem ser avaliados?

O Motor de Riscos pode apoiar a avaliação de riscos relacionados a acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, riscos críticos industriais, afastamentos, eventos com impacto operacional e riscos psicossociais, conforme a estratégia e a realidade de cada empresa.

Como a Plataforma PAZ Gerencia Planos de Ação?

A plataforma conecta os planos de ação aos riscos críticos avaliados, permitindo acompanhar responsabilidades, prazos, evidências, evolução dos controles e priorização das medidas. Isso evita que o plano de ação fique isolado da estratégia de gestão de riscos da empresa.

Como o Motor de Riscos Utiliza Evidências?

As evidências são utilizadas para apoiar a análise da realidade da empresa em relação aos riscos avaliados. Elas ajudam a diferenciar percepção de comprovação, fortalecendo a rastreabilidade das decisões e a consistência dos planos de ação.

O Motor de Riscos ajuda a Avaliar Impacto Financeiro?

Sim. A plataforma permite relacionar riscos, eventos e indicadores a impactos financeiros potenciais, incluindo perdas operacionais, afastamentos, acidentes, passivos e efeitos associados à gestão de RAT/FAP/GILRAT, conforme os dados disponíveis e o contexto da empresa

Para Quais Empresas a Plataforma é indicada?

O Motor de Riscos é indicado para empresas industriais que precisam gerir riscos críticos com mais rastreabilidade, integração e visão executiva. Ele é especialmente útil para organizações que desejam conectar segurança do trabalho, gestão operacional, conformidade, evidências e impacto financeiro.

 

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