
Ainda há quem acredite que TAC (Termo de Ajuste de Conduta) é apenas “cumprir item” para atender o Ministério Público.
Receber um termo de ajuste de conduta é um alerta claro. Sua empresa está exposta a, pelo menos, 4 (quatro) riscos críticos:
- Risco Jurídico – compreender as condutas citadas, as ações exigidas, as multas envolvidas e planejar a defesa e cronograma.
- Risco Reputacional – analisar a amplitude do problema e se ele poderá afetar sua operação, sua imagem e seus clientes (muitas pessoas desconhecem que TACs são de acesso público).
- Risco Financeiro – dimensionar as multas previstas X ocorrências X orçamento disponível X tempo de ação para solucionar as condutas. Caso contrário este novo custo irá compor seu resultado, reduzindo sua margem de lucro.
- Risco Operacional – se as ações não forem implementadas, nos prazos e com os ajustes necessários, a fiscalização pode bater na sua porta, fechar uma operação produtiva e mesmo a empresa inteira, gerando paradas que terão efeitos financeiros gigantes.
Uma vez que o mapa maior esteja claro, as primeiras 72 horas definem se você vai ter um plano governável e que gerencie esses riscos mapeados— ou apenas uma corrida caótica por documentos e uma resposta rápida, porém rasa.
O que precisa existir imediatamente (governança mínima):
- Dono do tema – um responsável com autoridade para destravar áreas, como um gerente de compliance, SSH
- Leitura técnica e jurídica conjunta – especialista em TAC + especialista jurídico para interpretação, identificação do que é exigido em contraponto com o cenário atual da empresa
- Mapa de obrigações X Orçamento → responsável em conjunto com o especialista em TAC + jurídico + financeiro define ações (cada item do TAC vira ação executável) dentro do orçamento disponível
- Cronograma com marcos e investimentos – definição de prazos, dependências, entregáveis, fornecedores, investimentos
- Evidências e rastreabilidade – definir padrão de registros, documentos e comprovações que serão coletados ao longo do cronograma.
- Roadmap de acompanhamento – semanal no começo, depois quinzenal/mensal, com análise de indicadores, orçamentos, desvios, etc.
Os 4 erros que mais encarecem o TAC:
- Tratar como “projeto de papel” sem rotina, sem dono, sem análise de um especialista em TACs e Segurança do Trabalho
- Cada área responder “do seu jeito” com evidências dispersas
- Não acompanhar roadmap, as áreas fazem, sem indicadores de gestão
- Contar apenas com o time interno que já tem a sua parcela de limitação pelo fato do TAC ter sido emitido (isto é, se a empresa está sendo autuada é porque os procedimentos adequados não estão sendo feitos).
Em campo, o que costuma travar o atendimento do TAC não é a falta de ação — é a falta de coordenação especializada, evidências e roadmap.
Se você recebeu um TAC e quer transformar isso em um plano executável especializado com evidências e dentro do seu orçamento, fazemos um diagnóstico inicial para você.
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