O gol que a segurança do trabalho está perdendo

O jogo do Brasil no sábado deixou muito a desejar.

Faltou algo essencial para o time: sinergia.

Cada jogador parecia jogar em um ritmo individual.

Os atacantes mal tocavam na bola.

Os laterais demonstravam zero interesse em se movimentar e “ir pra frente”.

 A defesa deixou espaços importantes a partida toda, muito além do gol.

O goleiro teve mais passes que muitos jogares, de tanto que atrasaram a bola para ele. Simplesmente, pareciam não saber o que fazer com ela.

O curioso é que os nomes são fortes sozinhos nos seus times de origem. Só que o conjunto não fluiu na seleção brasileira (pelo menos não na partida 01)

O curioso é que essa dificuldade de articulação é um desafio muito semelhante ao que acontece dentro das indústrias quando olhamos para a forma como a segurança do trabalho se organiza

Como a Segurança se Organiza

Alguns laudos de NR12 guardados em pastas de diretórios da rede corporativa, normalmente acessíveis apenas pelo SESMT.

Algumas Instruções de trabalho difusas entre as áreas, com a área de qualidade, normalmente, capitaneando o processo.

Indicadores como IRA e Taxa de Frequencia sendo apresentados em reuniões periódicas de gestão da área, mais por hábito de usar estes indicadores do que por eles trazerem um valor claro.

Só que assim como em um jogo de futebol o resultado é muito claro.

Se o seu time não faz gol, de nada adiante ter muitas estrelas individuais, concorda? 

Na segurança do trabalho é igual. De nada adianta ter um PGR com centenas de páginas e pagar 3, 4, 5% de RAT/FAP quando deveria ser 1,5% e/ou ver o gráfico de ações trabalhistas por acidentes/doenças do trabalhando crescendo 5% a cada ano que passa.

Se cada área corre para um lado, cada ferramenta mede uma coisa, cada plano de ação tenta resolver um pedaço, ninguém enxerga o jogo inteiro.

 

Como a Segurança deveria se Organizar

É preciso olhar para a segurança do trabalho como um sistema integrado com foco no resultado. É preciso ter um verdadeiro motor de risco funcionando para garantir os resultados desejados.

E o resultado desejado é ter o menor RAT/FAP, zero acidentes, zero afastamentos e zero ações trabalhistas. Simples assim.

Exatamente como o resultado esperado em uma partida de copa do mundo é fazer gols. O resto é só ruído desnecessário.

Só que para isso precisa uma visão 360 dos riscos críticos e da operação da indústria. Asim como do time e do papel de cada um em um jogo de futebol.

O que isso significa na prática para SST:

Objetivos definidos: RAT/FAP mínimo, zero acidentes, zero ações trabalhistas, não caracterização de GILRAT (esse é o nosso gol).

Prioridades: onde estão os maiores riscos da empresa? O PGR e o histórico de eventos, incidentes, CATs e ações trabalhistas são ótimos direcionadores.

Score de risco e barreiras de segurança: como medir o risco e a força das barreiras de segurança, muito além da matriz colorida de GRO que atende a legislação mas não reflete a realidade?

Rastreabilidade: como conseguir ter rastreabilidade do score de risco muito além do momento de atualização do PGR, mas ao longo do tempo de forma constante?

Inteligência de Dados: como desenvolver inteligência de dados para gerenciar os setores com mais incidentes, os riscos não mapeados, os scores que estão incompatíveis com a realidade e por aí vai?

Planos de ação: como transformar planos de ação operacionais e dispersos em um plano que cascateia da estratégia, ao nível tático e ao nível operacional?

O Gol que a SST está perdendo

E nessa busca pela sinergia perfeita, muitas indústrias se perdem, quase como a seleção brasileira perdida em campo na sua estreia na copa.

No futebol, o técnico pode fazer a troca de até 5 cinco jogadores por partida para tentar acertar o ritmo do jogo e vencer. Mas trocar jogadores é muito diferente de conquistar a vitória.

Se a troca não faz parte de uma leitura correta do jogo, ela pode apenas alterar nomes, sem corrigir a lógica coletiva. O legítimo esforço perdido.

Nas empresas, acontece algo parecido. Muitas tem trocado de ferramenta, consultoria e sistemas de gestão. Em nossas conversas diárias com os clientes, escutamos muitos nomes de consultorias e sistemas, alguns inclusive famosos e conhecidos.

Mas o curioso é que embora o esforço seja real e as empresas estejam tentando buscar o gol, a verdade é que a curva de acidentes, RAT/FAP e o número de ações trabalhistas segue crescendo. O que comprova que os esforços não estão sendo suficientes, concorda?

Isso acontece porque falta a clareza e a visão 360 da segurança do trabalho e engana-se quem acredita que contratar uma empresa de software famosa e conhecida é sinônimo de resultado. Muitas vezes sua empresa pode ser apenas mais um cliente dentre milhares. Essa é a verdade.

Conclusão

É preciso mudar de vez a leitura do jogo.

Talvez – só talvez – falte cobrar o “gol” dos seus parceiros e fornecedores, assim como você cobra da seleção brasileira – e com toda razão.

Talvez no lugar de: “qual sistema eu contrato?”, buscar aquele parceiro que esteja realmente disposto a pegar junto com você e se comprometer a te trazer a tão sonhada vitória.

A reflexão que deixo para sua indústria é: você quer continuar apenas trocando jogadores ou está pronta para mudar o sistema de jogo definitivamente e vencer?

 

Perguntas frequentes

O que é o Motor de Riscos?

O Motor de Riscos é a plataforma de gestão de riscos industriais da Predita. Ele apoia empresas na identificação, priorização, acompanhamento e tratamento de riscos críticos, conectando evidências, planos de ação, eventos, indicadores e impacto financeiro em uma visão integrada para SESMT, lideranças e diretoria.

O Motor de Riscos substitui o PGR?

O Motor de Riscos não substitui o PGR. Ele apoia a gestão, a priorização e o acompanhamento dos riscos identificados nos programas legais da empresa, como PGR/GRO, ajudando a transformar informações técnicas em decisões, evidências, indicadores e planos de ação rastreáveis.

Quais Tipos de Riscos Críticos podem ser avaliados?

O Motor de Riscos pode apoiar a avaliação de riscos relacionados a acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, riscos críticos industriais, afastamentos, eventos com impacto operacional e riscos psicossociais, conforme a estratégia e a realidade de cada empresa.

Como a Plataforma PAZ Gerencia Planos de Ação?

A plataforma conecta os planos de ação aos riscos críticos avaliados, permitindo acompanhar responsabilidades, prazos, evidências, evolução dos controles e priorização das medidas. Isso evita que o plano de ação fique isolado da estratégia de gestão de riscos da empresa.

Como o Motor de Riscos Utiliza Evidências?

As evidências são utilizadas para apoiar a análise da realidade da empresa em relação aos riscos avaliados. Elas ajudam a diferenciar percepção de comprovação, fortalecendo a rastreabilidade das decisões e a consistência dos planos de ação.

O Motor de Riscos ajuda a Avaliar Impacto Financeiro?

Sim. A plataforma permite relacionar riscos, eventos e indicadores a impactos financeiros potenciais, incluindo perdas operacionais, afastamentos, acidentes, passivos e efeitos associados à gestão de RAT/FAP/GILRAT, conforme os dados disponíveis e o contexto da empresa

Para Quais Empresas a Plataforma é indicada?

O Motor de Riscos é indicado para empresas industriais que precisam gerir riscos críticos com mais rastreabilidade, integração e visão executiva. Ele é especialmente útil para organizações que desejam conectar segurança do trabalho, gestão operacional, conformidade, evidências e impacto financeiro.

 

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