
Com o avanço da governança corporativa nas empresas, riscos que eram tratados como eventos pontuais (por exemplo, a realização de auditoria uma vez ao ano, ou a revisão de laudos e processos quando surge um problema) evoluíram para uma gestão de riscos efetiva, baseada em planejamento anual e indicadores acompanhados pelo Board e Conselhos.
Na construção de um modelo evolutivo, o grande diferencial de uma gestão de riscos sólida, sustentável e, ao mesmo tempo, simples de ser gerenciada, é uma visão abrangente nos três níveis organizacionais:
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Estratégico (Board/C-Level): mede direção e velocidade do negócio na redução de risco com foco no financeiro.
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Tático (Gerências/Lideranças de áreas): traduz a estratégia em metas por áreas com foco em fortalecer segurança.
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Operacional (Supervisão/Operação): garante a execução diária que sustenta os resultados nos 2 demais níveis.
Sob essa perspectiva, a sua empresa pode reduzir passivos, acidentes e paradas não programadas, proteger a margem e a produção e garantir uma gestão de riscos ampla e na palma da sua mão.
Vamos fazer uma análise rápida, objetiva e clara considerando os 3 (três) níveis de indicadores dentro da implementação do PAZ – Predita Acidente Zero.
1) Nível Estratégico:
Inteligência de Dados:
- Custo médio de acidentes de trabalho
- Número de acidentes de trabalho
- Fator de medição dos riscos críticos e barreiras de segurança da minha empresa
- Correlação dos 3 dados acima
- Custo previdenciário mensal pago pela minha empresa (RAT/FAP)
Indicadores: foco em aspectos financeiros
- Projeção de perda esperada com acidentes futuros
- Projeção de custo de um acidente de trabalho na minha indústria para o meu porte
- Projeção do impacto do RAT e do FAP em nossa margem de lucro nos próximos anos
- Definição dos riscos críticos prioritários nos próximos 3, 6, 12 meses
Meta:
- Reduzir em 50% os acidentes de trabalho no próximo ano
- Evoluir o FAP (fator previdenciário) de 1.4 para 1.
- Reduzir o custo previdenciário em 25% em 1 ano e em 52% em 2 anos
2) Nível Tático
Indicador: focos em aspectos de gestão para fortalecimento de barreiras de segurança e atingimento das metas
Metas:
- Fortalecer as barreiras de segurança por área com o objetivo de atingir as metas estratégicas
Por exemplo:
- RH: 95% de funcionários com treinamento obrigatório vigente
- Sesmt: 97% de exames ocupacionais válidos por função
- Qualidade: 95% de não conformidade de segurança fechadas no prazo
- Produção: 100% de postos com testes funcionais e inspeções periódicas documentadas
- Manutenção: 100% de dispositivos de segurança testados no ciclo (como intertravamentos, cortinas, etc)
Perceba que é a soma do atingimento das metas específicas das áreas que irá evoluir as barreiras de segurança da operação e, consequentemente atingir as metas estratégicas financeiras.
3) Nível Operacional:
Aqui estamos falando de rotina e de dados que demonstram o quanto esta cultura está sólida e em processo disciplinado.
Indicadores:
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Checklists diários de EPI com evidência (QR/foto) e taxa de aderência por turno.
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Inspeções semanais de máquinas com registro documental.
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Testes funcionais mensais documentados (quem testou, o quê, resultado, ação).
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Onboarding e MOC: antes da operação de novo processo/equipamento o fluxo precisa estar concluído.
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Reuniões rápidas com 3 desvios prioritários e dono/SLA definidos.
Também, podem ser adotados indicadores operacionais com cadência (semana/mês) como: % checklists realizados, % inspeções no prazo, % falhas de proteção detectadas, % ações corretivas concluídas, taxa de aderência a IT, entre outros.
Estes números refletem o poder da rotina, você percebe?
É no chão de fábrica onde a cultura de gestão de riscos realmente se materializa e gera as evidências e provas para indicadores robustos e confiáveis para os demais níveis.
Mais do que isso, é na operação que os custos financeiros serão reduzidos efetivamente, pois existe um ecossistema funcionando junto e de forma integrada.
Como conectar os 3 níveis
Para conectar os 3 níveis, estratégico, tático e operacional é fundamental:
- Identificar Acidentes Históricos
- Mapear Riscos Críticos
- Medir Robustez das Barreiras
- Gerar Indicadores Rastreáveis
- Gerar Planos de Ação
- Projetar Perdas Financeiras
Tenha sempre presente que indicadores estratégicos, táticos e operacionais não competem entre si — eles se complementam.
Mas para isso, o planejamento, organização, execução e monitoramento precisam acontecer de forma síncrona:
- Estratégia diz para onde, qual o índice de riscos e acidentes tolerado e qual redução de custos almejada;
- Tático organiza quem faz o quê em um plano por área com metas objetivas e claras para fortalecer a segurança;
- Operacional garante o que de fato acontece e e se transforma na cultura da empresa
Se você precisa de ajuda para construir este planejamento, indicadores para os 3 (três) níveis e implantar um programa de gerenciamento de riscos com foco em Acidente Zero, a Predita é a solução que você precisa.
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