E se o custo dos acidentes e afastamentos começasse a aparecer no orçamento da sua área?

Todo ano, Segurança do Trabalho disputa orçamento com diversas áreas como manutenção, produção, qualidade, engenharia e tantas outras prioridades da indústria.

Só que existe uma particularidade importante a ser observada nessa disputa.

Quando SST pede investimento, normalmente os argumentados apresentados seguem a seguinte lógica:

– Precisamos atender a legislação (NR-01, NR-04, NR-12, etc)
– Está na hora de atualizar o PGR
– Precisamos melhorar a qualidade dos nossos EPIs

– Precisamos realizar alguns treinamentos

– Temos planos de ação apontados pela auditoria

Tudo isso é extremamente importante, mas será que é o tipo de argumento que faz a Diretoria “abrir a carteira?”

Mudança de Perspectiva

Vamos imaginar 2 argumentos diferentes com os mesmos tomadores de decisão:

– Os acidentes e afastamentos representam hoje R$ 56.400 por mês de impacto previdenciário para a empresa.

– No último ano tivemos R$ 123.000 a mais pagos em reclamatórias trabalhistas de SST.

Note que o centro da discussão não é mais de conformidade regulatória, mas de impacto financeiro no resultado da operação.

Não é sobre questionar a importância da segurança do trabalho e de proteger vidas, mas de provar que além desses elementos inquestionáveis ela custa e custa caro se os riscos ocupacionais não forem gerenciados da forma adequada.

E o mais interessante disso é que quando acontece um acidente grave ou aumenta o número de afastamentos, a área de Segurança é chamada para explicar.

Mas parte importante da consequência econômica desses mesmos eventos aparece em áreas adjacentes, em números que nem sempre SST tem acesso.

Grave esses dados aqui, pois se você não tem acesso a eles ainda, deveria ter, afinal é você que responde sobre isso, certo?

– Custo mensal com RAT/FAP (até 6% da folha total da empresa)

– Custos com reclamatórias trabalhistas (ações, custas judiciais, perícias, etc)

– Custo na substituição de pessoas e na perda de produtividade.

Esses números se tornam cada vez mais relevantes para a área de Segurança do Trabalho.

 

O valor da área de SST

Não se trata de tornar a área de Segurança do Trabalho o RH ou o Financeiro, mas se você precisa disputar

prioridade de investimento com tantas áreas, precisa conseguir conectar:

risco → acidente/afastamento → consequência → dinheiro.

O FAP é uma das formas de enxergar essa conexão, pois ele transforma parte do histórico acidentário da indústria em impacto previdenciário sobre a folha.

Não é sobre disputar importância com o PGR. É claro que ele precisa ser atualizado e atender a legislação, mas experimente acrescentar nas conversas com o seu gestor uma abordagem diferente:

“Aqui está o custo que saiu do caixa da operação esse mês pelo histórico de acidentes e afastamentos que a minha área ajuda a gerenciar.”

Existe uma chance significativa de quando você levar essa resposta para a mesa de Diretoria, mude também a qualidade da conversa sobre investimento.

Nós criamos um diagnóstico simples para ajudar você a fazer exatamente essa primeira tradução.

Você informa dados médios de folha, RAT e FAP e vê, na hora, o impacto estimado do seu cenário.

Lembre-se, o número financeiro pode ser o argumento que faltava para começar a discutir onde vale investir para reduzi-lo.

Quer enxergar quanto acidentes e afastamentos podem estar representando financeiramente no seu cenário?

Faça a simulação

 

Perguntas frequentes

Por que relacionar acidentes e afastamentos ao orçamento da empresa?

Porque acidentes e afastamentos não geram apenas consequências operacionais e humanas. Eles também podem produzir impactos financeiros, como custos previdenciários relacionados ao RAT/FAP, reclamatórias trabalhistas, substituição de pessoas e perda de produtividade. Tornar esses efeitos visíveis ajuda a levar a discussão de SST para uma linguagem que também faz parte das decisões de investimento da empresa.

O que o FAP tem a ver com acidentes e afastamentos?

O FAP é uma das formas de conectar o histórico acidentário da empresa ao impacto financeiro, porque influencia o custo previdenciário incidente sobre a folha. Assim, parte das consequências dos acidentes e afastamentos pode aparecer diretamente no custo da empresa.

Quais custos de acidentes e afastamentos a área de SST deveria acompanhar?

Entre os principais estão o custo mensal relacionado ao RAT/FAP, os gastos com reclamatórias trabalhistas e os custos decorrentes de substituição de pessoas e perda de produtividade. Parte dessas informações costuma estar em áreas como RH, Financeiro ou Jurídico, mas é relevante para a gestão de SST.

Transformar riscos em dinheiro substitui a análise técnica ou o PGR?

Não. A análise financeira não substitui o PGR, a conformidade legal ou a gestão técnica dos riscos. Ela acrescenta uma nova perspectiva à discussão, mostrando também quais consequências econômicas podem estar relacionadas aos riscos que a empresa precisa controlar.

Por que essa visão pode ajudar SST a conseguir orçamento?

Porque a área passa a apresentar não apenas a necessidade de cumprir normas, realizar treinamentos ou executar planos de ação, mas também o impacto econômico relacionado aos riscos. Isso pode mudar a qualidade da conversa com gestores e diretoria sobre onde priorizar investimentos.

Como estimar o impacto financeiro relacionado ao RAT/FAP?

A Predita disponibiliza uma simulação em que a empresa informa dados médios de folha, RAT e FAP para visualizar uma estimativa do impacto financeiro do seu cenário. O objetivo é oferecer uma primeira tradução do histórico de acidentes e afastamentos para uma perspectiva econômica.

SST precisa assumir responsabilidades do RH ou do Financeiro?

Não. A proposta é integrar informações que normalmente estão dispersas entre diferentes áreas. SST continua responsável pela gestão dos riscos, mas passa a compreender melhor as consequências financeiras relacionadas aos eventos que ajuda a prevenir e controlar.

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