Antes de monitorar, foi construído um ambiente seguro?

 

 

Você sabia que uma cultura sólida de SST é como ensinar o seu filho a fazer o dever de casa?

Imagine o seguinte cenário.

Você abre a porta do quarto do seu filho de doze anos e diz:

Filho, você precisa fazer o dever de casa.

Você fecha a porta e instala uma câmera para ver se ele vai fazer a lição e cumprir sua orientação.

Depois, você monitora:

  • Videogame a maior parte do tempo;
  • Celular em excesso;
  • Baixo comprometimento

Ao final da noite, você sabe exatamente quanto tempo seu filho ficou jogando videogame, quantas vezes foi ao banheiro, quantas vezes se distraiu com o celular.

Tem a tendência de criar conclusões como: baixo comprometimento, preguiça, falta de interesse…

E, principalmente, conclui que ele não fez o dever de casa.

Perceba que você mapeou perfeitamente o comportamento do seu filho. Fez algumas conclusões sobre o comportamento dele.

Mas não atingiu o objetivo esperado.

Agora imagine um segundo cenário.

Você diz:

Filho, você precisa fazer o dever de casa.

Mas você vai além.

Você organiza um ambiente silencioso para ele estudar, define o horário limite para entrega da tarefa, limita as distrações, combina uma recompensa quando a atividade terminar (o videogame por exemplo) e diz que estará no quarto ao lado, disponível caso surjam dúvidas.

Qual cenário você acha que tem maior probabilidade de resultado no dever de casa concluído?

A resposta parece óbvia neste contexto.

Mas perceba que a diferença entre os dois cenários não está na capacidade de monitorar o comportamento, ou gerar conclusões.

Antes disso, está na capacidade de construir as condições e o ambiente ideal para que o comportamento esperado aconteça de forma natural. Para que o seu filho faça o dever de casa.

Isso é exatamente o que acontece em Segurança do Trabalho.

 

A Cultura Sólida em Segurança do Trabalho

A construção de uma cultura sólida em segurança do trabaho é conquistada pela mudança de ambiente, exatamente como na missão de ajudar o seu filho a fazer o dever de casa.

A cultura sólida não acontece pelo simples monitoramento constante do trabalhador como muitas indústrias ainda acreditam.

Monitorar elementos como:

  • Quando o trabalhador entrou na empresa?
  • O trabalhador possui ASO válido?
  • O trabalhador participou dos treinamentos?
  • O trabalhador já sofreu algum incidente, ou acidente?
  • Ele teve desvios de conduta?
  • Há registro de advertências no seu histórico funcional?

Ajuda a entender o que aconteceu e pode contribuir para compreender os aspectos comportamentais mais específicos.

Em especial se aquele trabalhador apresenta um padrão de condutas destoantes dos valores da empresa que – sim – precisa ser acompanhado com cuidado e atenção.

Mas antes de tomar conclusões como essa e de analisar os indicadores e dashboards que trazem apenas esta leitura, é preciso colocar na mesa perguntas como:

  • A empresa criou todas as condições para que o comportamento seguro fosse o comportamento mais provável do trabalhador?
  • Existe uma política de segurança efetivamente implantada?
  • Existe procedimento claro de como o trabalho deve ser feito?
  • Existe treinamento para a função e ele foi realizado no cronograma planejado?
  • Quais são as barreiras de segurança da máquina?
  • Os riscos e perigos são gerenciados na prática?
  • As auditorias de OSs estão em dia?
  • As evidências demonstram que os controles permanecem eficazes ao longo do tempo?

Note que em vez de concentrar a análise exclusivamente na pessoa e em um possível desvio de comportamento, uma gestão de SST eficaz direciona a atenção para a gestão do risco.

Isso transforma completamente a leitura para uma gestão proativa do risco, no lugar de uma leitura reativa apenas quando um evento acontece.

É natural procurar respostas no comportamento do trabalhador quando ocorre um acidente. Isso não é um erro. Pode, inclusive, sinalizar um desalinhamento com a cultura da empresa.

Entretanto, décadas de evolução da gestão de riscos mostram que o comportamento humano é influenciado pelo ambiente onde o trabalho acontece.

Processos mal definidos, equipamentos inadequados, ausência de medição de riscos e barreiras, ou controles ineficazes aumentam significativamente a probabilidade de erros.

Por isso, o centro da questão não deve ser o comportamento do trabalhador ou o monitoramento da sua trajetória na empresa apenas, mas sim garantir que a empresa proporcione um ambiente adequado para a criação da cultura ideal.

Com isso, o comportamento seguro não dependerá exclusivamente da atenção individual dos trabalhadores e passará a ser consequência de um sistema de gestão de riscos bem estruturado.

 

A falta de cultura de SST aparece no caixa

Além de uma cultura sólida de segurança do trabalho, é importante considerar que essa busca tem indicadores essenciais que refletem não só na proteção de vidas, mas no caixa e nos resultados da empresa. Estamos falando de indicadores objetivos e muito claros que precisam ser estabelecidos:

  • Zero acidentes
  • Zero afastamentos
  • Zero reclamatórias trabalhistas
  • Mínimo custo previdenciário

É claro que essas metas são desafiadoras. E é exatamente assim que precisa ser.

Proteger os trabalhadores protege o caixa da empresa também, por isso ter indicadores claros, objetivos e financeiros são motivadores fortes e importantes para a construção da cultura de segurança ideal.

Quando trazemos a perspectiva para as reclamatórias trabalhistas essa linha de raciocínio ganha um terceiro elemento fortalecedor.

Na elaboração da defesa em uma perícia, por exemplo, a empresa precisa ter evidências documentais de que possui processos, ordem de serviço, auditoria e políticas de segurança que se comprovam na prática.

E essas evidências não são obtidas por um dashboard de monitoramento da conduta e comportamento do trabalhador.

E sim, por uma gestão de riscos que se comprova na prática, na política de segurança, nos procedimentos, nas ITs e muitas outras barreiras de segurança que a empresa precisa ter.

Por isso, zero acidentes, zero afastamentos, zero reclamatórias trabalhistas e mínimo custo previdenciário são a melhor forma de medir se, efetivamente, sua empresa possui uma cultura de segurança sólida.

Este é o dever da sua empresa. Este é o dever de casa do seu filho finalizado.

 

O Programa PAZ

O desafio, portanto, é encontrar uma solução que ajude a sua empresa a definir esses indicadores e traçar um plano estratégico e assertivo para construir a cultura de segurança ideal.

É exatamente com esse objetivo que foi construído o Programa PAZ.

O centro da gestão do Programa PAZ não é o trabalhador isoladamente.

O centro da gestão do Programa PAZ é a gestão do risco.

Cada avaliação de risco realizada por meio do motor de risco do PAZ tem como objetivo medir e responder exatamente as perguntas necessárias para construir uma cultura de segurança sólida:

– Quanto não ter uma cultura de segurança do trabalho está custando no caixa da empresa? (RAT/FAP, reclamatórias trabalhistas, etc)

– Qual é o risco de um acidente acontecer dadas as barreiras de segurança existentes?

– Qual é a evolução do score de risco ao longo do tempo?

– Quais áreas estão mais vulneráveis: processo e produção, fator humano, máquinas e muitas outras.

Por fim, o histórico do trabalhador continua sendo valioso, mas com o enfoque realmente adequado para este tipo de dado.

Como uma evidência complementar dos resultados produzidos por um sistema inteligente e preventivo de gestão de riscos.

A grande transformação da cultura de segurança do trabalho não é sobre monitorar o trabalhador, mas criar um ambiente de trabalho que proporcione os recursos necessários para o único comportamento esperado ser o comportamento seguro.

Igual gerar o ambiente ideal para o seu filho fazer o dever de casa.

 

Lembre-se

Uma câmera pode mostrar que o seu filho não fez o dever de casa e te ajudar a fazer conclusões sobre o comportamento dele.

Mas ela jamais substituirá o papel dos pais de preparar o ambiente, orientar a conduta com limites adequados e criar as condições necessárias para que o aprendizado aconteça naturalmente.

Este pode ser o diferencial para ele, finalmente, fazer o dever de casa de forma mais natural.

Mais do que isso, pode ser o diferencial para começar a moldar um comportamento responsável e maduro.

Na Segurança do Trabalho, acontece uma dinâmica muito parecida.

Enquanto o resultado esperado na sua casa é o dever de casa feito.

Em segurança do trabalho é proteger vidas e proteger o caixa da sua empresa.

Antes de monitorar pessoas, fortaleça o sistema.

Se você quer aprender a construir uma cultura sólida em segurança do trabalho, que proporcione um ambiente ideal para o comportamento seguro, entre em contato conosco e vamos te ajudar.

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Perguntas frequentes

O que é o Motor de Riscos?

O Motor de Riscos é a plataforma de gestão de riscos industriais da Predita. Ele apoia empresas na identificação, priorização, acompanhamento e tratamento de riscos críticos, conectando evidências, planos de ação, eventos, indicadores e impacto financeiro em uma visão integrada para SESMT, lideranças e diretoria.

O Motor de Riscos substitui o PGR?

O Motor de Riscos não substitui o PGR. Ele apoia a gestão, a priorização e o acompanhamento dos riscos identificados nos programas legais da empresa, como PGR/GRO, ajudando a transformar informações técnicas em decisões, evidências, indicadores e planos de ação rastreáveis.

Quais Tipos de Riscos Críticos podem ser avaliados?

O Motor de Riscos pode apoiar a avaliação de riscos relacionados a acidentes de trabalho, doenças ocupacionais, riscos críticos industriais, afastamentos, eventos com impacto operacional e riscos psicossociais, conforme a estratégia e a realidade de cada empresa.

Como a Plataforma PAZ Gerencia Planos de Ação?

A plataforma conecta os planos de ação aos riscos críticos avaliados, permitindo acompanhar responsabilidades, prazos, evidências, evolução dos controles e priorização das medidas. Isso evita que o plano de ação fique isolado da estratégia de gestão de riscos da empresa.

Como o Motor de Riscos Utiliza Evidências?

As evidências são utilizadas para apoiar a análise da realidade da empresa em relação aos riscos avaliados. Elas ajudam a diferenciar percepção de comprovação, fortalecendo a rastreabilidade das decisões e a consistência dos planos de ação.

O Motor de Riscos ajuda a Avaliar Impacto Financeiro?

Sim. A plataforma permite relacionar riscos, eventos e indicadores a impactos financeiros potenciais, incluindo perdas operacionais, afastamentos, acidentes, passivos e efeitos associados à gestão de RAT/FAP/GILRAT, conforme os dados disponíveis e o contexto da empresa

Para Quais Empresas a Plataforma é indicada?

O Motor de Riscos é indicado para empresas industriais que precisam gerir riscos críticos com mais rastreabilidade, integração e visão executiva. Ele é especialmente útil para organizações que desejam conectar segurança do trabalho, gestão operacional, conformidade, evidências e impacto financeiro.

 

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