
Muitas empresas elaboram seus planos de riscos para atender à legislação, melhores práticas e manter documentos disponíveis para auditorias e fiscalizações — PGR, PGRC, PGRO, COSO, ISO, entre outros.
Também é evidente que a Governança Corporativa e a gestão de riscos vêm ganhando cada vez mais relevância, impulsionadas pelo amadurecimento de áreas especializadas em GRC e Compliance.
Mas quando se trata de acidentes de trabalho e priorizar saúde e segurança este desafio permanece:
Como conectar toda a operação da empresa em um único sistema de gestão de riscos?
Na prática, surgem perguntas que parecem difíceis de responder:
- Como acompanhar dezenas de indicadores definidos de forma isolada pelas áreas de Qualidade, RH, Manutenção, Operações e Segurança do Trabalho?
- Como manter um canal de comunicação claro e objetivo com Diretorias e Conselhos quando não existe um plano maior que conecte tudo?
- Como conseguir atenção, prioridade e orçamento para saúde e segurança no trabalho?
- Como responder, de forma executiva, quando um Diretor pergunta:
– Quanto custa um acidente de trabalho para uma empresa nosso porte e grau de risco?
– Conseguimos calcular a perda esperada com acidentes futuros?
– Conseguimos estimar o impacto do RAT e do FAP em nossa margem de lucro nos próximos anos?
– Conseguimos relacionar nosso mapa de riscos atuais com estas expectativas financeiras?
– Conseguimos definir meta claras de redução de acidentes e custos financeiros?
5. Como responder com um número, ou um dashboard apenas, ao invés de tentar mostrar dezenas de documentos feitos por diferentes áreas. Ou ainda, dizer que sobre treinamentos temos que chamar o RH, sobre atendimento a NR12 tem que chamar a Engenharia e assim por diante.
Além de ser uma dinâmica pouco produtiva, ela é boring, fragmentada e não gera percepção clara de valor.
É como montar um carro sem ter o projeto do carro desejado.
Existe um plano para a roda, outro para o motor, outro para a direção — mas ninguém decidiu se o objetivo é um esportivo ou uma SUV.
Como conectar em 6 etapas toda a operação em um único sistema de gestão de riscos?
- Identificar Acidentes Históricos: Identifique as ocorrências de acidentes de trabalho ao longo dos anos e os CATs (Comunicados de Acidentes de Trabalho). Esses são dados que sinalizam falhas nas suas barreiras de segurança e que tem probabilidade de gerar novos acidentes e custos diretos e indiretos.
- Mapear Riscos Críticos: Parte deste trabalho é composta pelos acidentes históricos, pois as zonas, áreas e circunstâncias que geraram acidentes de trabalho no passado representam riscos críticos da sua operação. Mas não se precipite. Existem os pontos cegos que você pode não estar vendo. Não é porque um acidente ainda não aconteceu no manuseio de um material, por exemplo, que não existe risco ali. Você precisa de um método para detectar seus pontos cegos.
- Medir Robustez das Barreiras: Imagine uma flecha vindo na direção do seu peito. Agora imagine 2 cenários: I) Você veste apenas a roupa do corpo II) Você tem um escudo em suas mãos posicionado na direção da flecha. No cenário I você está vulnerável e há grande chance de acontecer uma tragédia. Já no segundo cenário – ainda que a flecha seja exatamente idêntica – você está protegido, pois tem uma ferramenta de defesa em suas mãos. Essa é exatamente a diferença entre risco x barreira de segurança. A flecha é o risco. E o risco de um acidente acontecer em um processo, máquina ou área é sempre o mesmo se houver elementos perigosos. O que irá diferenciar o impacto do risco e o resultado é a solidez e maturidade das barreiras de segurança que sua empresa possuir para agir nesses riscos. Você precisa de um mapa de risco. Mas mais do que isso, de um método que meça as suas barreiras de segurança. Algo aliás, raro no mercado.
- Gerar Indicadores Rastreáveis: Para fiscalizações, compliance, auditorias e, principalmente, para gestão de riscos por Conselhos, Diretorias, gerências e coordenações, é fundamental traduzir os riscos críticos e a robustez das barreiras de segurança em indicadores fáceis de serem compreendidos. Esses indicadores precisam: calcular o score de cada risco crítico, calcular o score médio da planta, ou da fábrica e apresentar as áreas/setores mais frágeis que estão potencializando a probabilidade do acidente acontecer.
- Roadmap de Ações: Com a devida clareza dos riscos críticos, das barreiras de segurança mais frágeis e com um orçamento estabelecido, sua empresa possui todas as informações necessária para elaborar um planejamento de riscos integrado. Mas não de maneira aleatória, ou apenas no setor que “gritou mais”, totalmente embasado em dados e em um processo de gestão de riscos estruturado.
- Projetar Perdas Financeiras: A maior mudança de mentalidade de uma gestão de riscos de alto nível está nesta parte. A partir de um método de inteligência de dados sua empresa precisa ser capaz de calcular o custo de um acidente de trabalho, correlacionar este custo com a probabilidade real na sua indústria com base nos seus riscos críticos e na maturidade da sua empresa. Além disso, também deve calcular o custo projetado do seu RAT/FAP mensal pago com base na sua folha de pagamento e no seu nível de incidência de acidentes de trabalho.
Afinal de constas, custos reduzem margem de lucro e isso impacta diretamente na solidez dos seus negócios.
Com esses dados identificados e um sistema de gestão que integre as 6 etapas, você tem em mãos respostas para as perguntas de reunião de Diretoria como:
- Quais riscos críticos precisamos priorizar nos próximos 3, 6, 12 meses?
- Que barreiras de segurança e áreas vulneráveis precisam receber mais orçamento no próximo ano?
- Quais nossas metas de redução de acidentes, custos com acidentes e custos com RAT/FAP?
- Como podemos medir estes resultados?
Na Predita, essa lógica é operacionalizada no Motor de Riscos, uma plataforma de gestão de riscos industriais que conecta riscos críticos, evidências, planos de ação, eventos e impacto financeiro em uma visão integrada para SESMT, lideranças e diretoria.
Se você precisa de ajuda para conectar toda a sua operação em um único sistema de gestão de riscos e construir um programa com foco em acidente zero, a Predita é a solução que você precisa.
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