
Um grande erro das indústrias é resumir gestão de riscos e perdas com acidentes de trabalho a atender NR12.
A NR-12 é uma das normas mais antigas e completas de segurança para máquinas e equipamentos no Brasil. Ela foi publicada pela primeira vez em 1978 e teve revisões importantes em 2010, 2019, 2021 e 2023. Ela trata da adequação de máquina e dos riscos específicos a que um trabalhador está sujeito, além de determinar a adoção de medidas de proteção ao trabalho.
Contudo, uma efetiva gestão de riscos em ambientes industriais complexos vai muito além disso.
Onde estão, de fato, os riscos
Mesmo em indústrias com células de produção tecnicamente adequadas, existem diversos outros elementos de segurança envolvidos no processo que podem ocasionar acidentes de trabalho, paradas de produção, passivos trabalhistas e custos nestas ocorrências. Alguns exemplos:
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Manutenção – As células de produção precisam passar por manutenções e reavaliações periódicas da segurança
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Processo Produtivo – a falta de definição, documentação e acompanhamento do processo produtivo pode gerar acessos indevidos em áreas desprotegidas, dentre outras fragilidades.
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Treinamentos – cada novo operador precisa ser devidamente treinado sobre os protocolos de segurança do seu trabalho. Além disso, com a mudança nas normas e mesmo no processo de produção os treinamentos precisam ser regulares
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Proteções – a segurança precisa estar presente na entrega e uso diário dos equipamentos de proteção individuais (EPIs).
Perceba que nenhum destes elementos relacionados a gestão de riscos tem relação direta com NR12, mas são igualmente relevantes quando se trata de evitar acidentes, evitar custos desnecessários, preservar margens de lucro e proteger vidas.
Tudo isso precisa fazer parte de um sistema de gestão de riscos que integre as diferentes áreas da sua empresa, planeje investimentos e ações conforme os riscos mais críticos.
O básico que precisa ser feito
Muito além do laudo de NR12, as indústrias precisam, mandatoriamente:
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Instruir formalmente cada trabalhador sobre a máquina/equipamento que ele opera, evitando treinamentos genéricos
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Entregar e registrar as ordens de serviço (OS) com as instruções de segurança
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Explicar os riscos presentes em todas as estapas: operação, limpeza, setup e manutenção.
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Indicar as proteções instaladas e EPIs e proibir sua retirada ou bloqueio.
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Registrar treinamentos (data, conteúdo, instrutor e participantes).
Mas perceba que estes itens são check list operacional. Não gestão de riscos.
O que vai elevar o nível de gestão de riscos da sua indústria a outro patamar
Os itens acima são básicos, de indústrias com baixo grau de maturidade em riscos e segurança do trabalho.
Para colocar a sua empresa em um nível de governança realmente elevado, você precisa mudar a sua lente de uma visão operacional para uma visão estratégica e ser capaz de:
- Identificar Acidentes Históricos
- Mapear Riscos Críticos
- Medir Robustez das Barreiras
- Gerar Indicadores Rastreáveis
- Projetar Perdas Financeiras de Acidentes
Por que isso interessa a Gerentes, Diretores e Donos de Indústrias
Porque elevar o nível de maturidade em gestão de riscos da sua empresa vai:
- Reduzir a chance de acidentes graves e perda de vidas
- Reduzir custos com acidentes de trabalho (previdenciários, trabalhistas e judiciais)
- Aumentar sua margem de lucro (redução do fator previdenciário incidente sobre a sua folha de pagamento)
- Reduzir multas de fiscalizações do trabalho
- Mitigar o risco de parar sua operação por fiscalizações do Ministério Público
Se a sua empresa ainda acredita que segurança e gestão de riscos se resume a atender NR12 e check list de EPIs.
Se a sua empresa ainda não consegue medir a perda financeira associada a riscos críticos de acidente de trabalho está na hora de elevar a governança da sua operação.
Se você deseja ir além, vamos fazer um diagnóstico do seus status.
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